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COORDENAÇÃO DE GRADUAÇÃO - ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA PDF Imprimir E-mail
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Sex, 30 de Setembro de 2011 12:59
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COORDENAÇÃO DE GRADUAÇÃO
ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA
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GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL

 

ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA

 

1. Contexto Educacional

O curso diurno de graduação em Serviço Social da UnB completou 41 anos em 2012, mas seu surgimento se deu com a criação da primeira Faculdade de Serviço Social de Brasília (FSS), cujo reconhecimento pelo MEC ocorreu por meio do Decreto nº. 058953 de 1º de agosto de 1966. Isso significa que o ensino de Serviço Social no DF praticamente nasceu com Brasília e desde então instituiu aqui um lócus pioneiro de estudos, pesquisas e de formação de assistentes sociais.

Sua história nasce vinculada à Igreja Católica (Pereira, 2005) e permaneceu nesta instituição até 1971 quando foi extinto e seus alunos foram transferidos para a Universidade de Brasília. Aqui, seu primeiro reconhecimento se deu por meio do Decreto nº. 74.194, de 20 de junho de 1974. Até 1998 foi o único curso a formar profissionais no Distrito Federal por quase três décadas Esta realidade sofreu profundas transformações com a aprovação da LDB (1996), que provocou acelerada expansão de cursos privados.

O DF conta, atualmente, com mais 08 cursos presenciais e 09 na modalidade à distância. Apesar do aumento da oferta, a UnB segue sendo o Curso público de referência no Distrito Federal e recebe uma demanda cada vez mais crescente de candidatos/as no vestibular. Já na década de 1980 o Curso da UnB foi se constituindo com forte perfil de estudos, pesquisas e análise de políticas sociais, compreendendo estas como espaços privilegiados de intervenção profissional. Empenhado em inserir o Serviço Social no contexto mais amplo das políticas públicas, o SER ofereceu, entre 1982 e 1989, cinco edições do Curso de Especialização em Política Social, que serviu de preparação à criação, em 1991, do Mestrado em Política Social e posteriormente (em 2002) a criação do Doutorado em Política Social.

A longa história do Curso, a intensa e sólida articulação entre ensino, pesquisa e extensão, a relação cotidiana entre graduação e pós-graduação e o protagonismo histórico do corpo docente nos processos nacionais de construção do Serviço Social vem possibilitando o atendimento com excelência das demandas de natureza econômica e social. A direção teórica do Curso, assegurada pela incorporação no Projeto Pedagógico das diretrizes curriculares da ABEPSS, possibilita uma formação que responde de modo competente e crítico às demandas do mercado de trabalho, sem, contudo, subordinar a formação aos ditames do mercado.

Nessa direção, o departamento criou em 2010 o Curso de Graduação em Serviço Social no período noturno. A criação do curso noturno é produto de uma conjuntura particular do processo de expansão da universidade pública brasileira nos marcos do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI, instituído pelo Ministério da Educação – MEC a partir de 2007.

É importante destacar que a proposta de criação do Curso Graduação no período noturno, hoje em implantação na UnB, reflete mais do que uma demanda de expansão a partir do REUNI/MEC e da preocupação de adequar o projeto político pedagógico já existente às particularidades de um curso noturno. Resulta de um processo histórico continuado da categoria profissional dos assistentes sociais e das unidades de formação em Serviço Social, que busca uma avaliação contínua entre formação profissional e as demandas colocadas para o trabalho profissional no marco do processo de reestruturação da sociedade capitalista e compromisso com a ampliação de vagas públicas na universidades brasileiras.

 

2. Objetivos do Curso

 

Os anos 1990 e 2000 foram marcados por profundas transformações nos processos de produção e reprodução da vida social, determinadas pela reestruturação produtiva, pela contrarreforma do Estado e pela instituição de novas formas de enfrentamento da questão social, com ênfase na alteração das relações entre o público e o privado. Estas décadas vivenciaram, contraditoriamente, a expansão das políticas sociais, a exemplo do SUS, SUAS e Previdência Social, determinadas pelas conquistas constitucionais de 1988, mas enfrentaram também mudanças estruturais em sua configuração, a exemplo das tendências de focalização, mercantilização e transferências de serviços públicos para o setor privado, mercantil ou não.

O trabalho do/a Assistente Social é diretamente afetado por tais transformações, produto das mudanças na esfera da divisão social e técnica do trabalho, tanto no cenário nacional como mundial. Neste contexto, as revisões curriculares de 2001 e 2009 sinalizam como objetivo principal dos Cursos de Serviço Social da UnB a consolidação de uma formação profissional de caráter generalista e crítica, com sólido embasamento teórico-metodológico, ético-político e técnico-operativo que possibilite ao futuro assistente social a apreensão do significado social da profissão, a compreensão dos desafios impostos pela realidade social e a capacidade de materializar as possibilidades de ação nela contidas. Este objetivo mais geral se desdobra nos seguintes objetivos específicos:

A) formar profissionais ativos, críticos, autônomos, criativos e capazes de realizar, coerente e firmemente, os fundamentos da profissão voltados para a concretização, permanente e ampliada, da democracia e dos direitos no país;

B) assegurar conteúdos interdisciplinares que permitam ao discente construir uma visão de totalidade da realidade social em seus múltiplos aspectos e determinações;

C) garantir a investigação como elemento intrínseco da formação e fundamentação da intervenção profissional, entendida como “ato de conhecimento do real” nos termos de Ianni (2004, p. 168);

D) preparar profissionais para intervir nas expressões da questão social e nos diversos campos de atuação, com destaque para as políticas sociais, e especialmente as políticas de seguridade social, em sua concepção ampliada defendida pelo Conjunto CFESS/CRESS na “Carta de Maceió” (2002);

E) articular conteúdos e procedimentos didáticos que assegurem uma formação competente em suas dimensões ética, teórica, técnica e política.

 

3. Perfil Profissional do Egresso

 

As Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Serviço Social, emanadas pelo Conselho Nacional de Educação, estabelecem princípios consistentes que regulam e dão sustentação ao processo de formação do assistente social. A Lei n° 8.662, de 07 de junho de 1993, que regulamenta a profissão, nos seus Artigos 4º e 5º dispõe sobre as competências e atribuições privativas do assistente social.

Em consonância com as recomendações do CNE e com a Lei nº 8.662 e, apoiado, ainda, na proposta apresentada no documento sobre as Diretrizes Curriculares da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa de Serviço Social, o perfil do profissional que os Cursos de Serviço Social têm o propósito de formar refere-se a um profissional que tenha as seguintes competências teóricas, éticas, técnicas e políticas:

A) conhecimento das expressões da questão social de modo a formular e implementar propostas para seu enfrentamento, por meio de políticas sociais públicas, empresariais, de organizações da sociedade civil e dos movimentos sociais;

B) condições de realizara análise crítica do real e de se inserir de modo criativo e propositivo no conjunto das relações sociais e de mercado;

C) comprometido com a observância do Código de Ética do Assistente Social;

D) domínio do conhecimento sobre as particularidades da constituição e do desenvolvimento histórico da sociedade brasileira e do Serviço Social no país de modo a ser capaz de identificar as demandas - consolidadas e emergentes – dirigidas ao Serviço Social.

Este perfil possibilitará que o egresso do Curso de Serviço Social da UnB seja competente para:

1) elaborar, implementar, executar e avaliar políticas sociais junto a órgãos da administração pública, direta ou indireta, empresas, entidades e organizações populares;

2) elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos que sejam do âmbito de atuação do Serviço Social com participação da sociedade civil;

3) encaminhar providências e prestar orientação social a indivíduos, grupos e à população;

4) orientar indivíduos e grupos de diferentes segmentos sociais no sentido de identificar recursos e de fazer uso dos mesmos no atendimento e na defesa de seus direitos;

5) planejar, organizar e administrar benefícios e serviços sociais;

6) planejar, executar e avaliar pesquisas que possam contribuir para a análise da realidade social e para subsidiar ações profissionais;

7) prestar assessoria e consultoria a órgãos da administração pública direta e indireta, empresas privadas e outras entidades, com planos, programas e projetos que sejam do âmbito de atuação do Serviço Social com participação da sociedade civil;

8) prestar assessoria e apoio aos movimentos sociais em matéria relacionada às políticas sociais, no exercício e na defesa dos direitos civis, políticos e sociais da coletividade;

9) planejar, organizar e administrar serviços sociais e de Unidade de Serviço Social;

10) realizar estudos sócio-econômicos com os usuários para fins de benefícios e serviços sociais junto a órgãos da administração pública direta e indireta, empresas privadas e outras entidades. Tais competências se articulam diretamente às atribuições que lhe são privativas, conforme artigos 4 a 5 da Lei de Regulamentação da profissão.

 

 

Projeto Político Pedagógico do Curso – diurno. Click aqui.

 

Projeto Político Pedagógico do Curso – noturno. Click aqui.



Última atualização em Qua, 23 de Agosto de 2017 11:41
 

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